Quinta-feira, Julho 03, 2008

Petróleo e os seus reflexos

Quando é que se atingirá o "peak oil"? Até quando durarão as reservas mundiais de petróleo? O que aconteceu realmente no 11 de Setembro? E terá algo a haver com esta matéria? Todas as suas perguntas serão resolvidas com este vídeo que alterará radicalmente a sua forma de ver esta crise petrolífera e a luta ao "terrorismo".

Terça-feira, Julho 01, 2008

Subida do preço do petróleo

Venho aqui reclamar contra o aumento do preço do petróleo.

A subida do preço do petróleo não tem causa justificável. É pura ganância!

Se esta subida de mantiver teremos, não daqui a muito tempo (creio que 6 meses chegarão), uma crise pior à da Grande Depressão de 1929/32.

No outro dia assisti a uma entrevista a um árabe responsável por uma torre de prospecção de petróleo que dizia que o preço sustentável do barril de petróleo era de 25 USD o barril sendo o preço actual do barril é de mais de 143 USD e já se especula a sua subida aos 200 USD!!!

A causa desta subida desmedida do petróleo é a ideia cultivada pelos especuladores na maioria das pessoas de que existe falta de petróleo criando-se uma valorização artificial do seu preço.

A sobrevalorização do "ouro negro" está a criar inflação e o banco europeu para travar essa inflação faz subir os juros que por sua vez leva à pobreza das pessoas e empresas que pediram crédito bancário não podendo pagar a estes levando à desvalorização das suas acções. Isto torna-se num ciclo vicioso que só será travado com a diminuição do preço do barril de petróleo ou com o aparecimento de um novo combustível que seja rentável e permita uma autonomia razoável (eu apoio mais esta segunda alternativa). Já existe tecnologia para esta segunda opção! O problema reside em que a produção em massa de um automóvel movido a uma energia renovável originaria a ruína das companhias petrolíferas, dos especuladores e, em especial, dos países produtores de petróleo. Isto poderia levar à criação de um conflito político de grande intensidade (talvez uma Terceira Guerra Mundial), por isso existe uma enorme pressão política para manter esta tecnologia fora dos mercados. Para além disto, os especuladores e as companhias petrolíferas pagam quantias enormes de dinheiro com este mesmo fim.

Face a estes factos os Governos europeus e estadounidense nada podem fazer.

Hoje vi a acções na bolsa e as únicas acções que estão a ser valorizadas são as da Galp Energias em detrimento de todas as outras.

Para bem do país e do mundo devemos lutar contra esta tendência através de protestos e rezar que esta tecnologia chegue aos stands automóveis o mais rápido possível.

Segunda-feira, Junho 30, 2008

Carta de um espanhol nacionalista para um socialista

Entrañable socialista, comunista, progre, gente de talante (o como quiera que ahora os estéis llamando) esta carta es para ti, en principio para preguntarte si consideras justo que por mis ideas me odies y seas capaz de desear aniquilarme, ¿no crees que eso se parece mucho a lo que se supone yo debo sentir por tu creencia? Bien llegados a este punto te diré que yo como persona me considero nacional socialista, o como yo prefiero decir nacionalista español, veras tu cuando quieres insultarme me llamas facha, nazi, fascista, y un montón de improperios mas que sin duda se parecen mucho a los que yo mismo podría decir de ti con lo cual podemos decir que este es el primer punto donde estamos empatados. Pues si soy de esos y aunque no te lo creas no soy un diablo con la cabeza rapada y un bate de beisbol que espera en las esquinas para abrirte el cráneo.

Veras en realidad creo que soy una persona bastante razonable y por definición no tengo nada contra nadie, vive y deja vivir, me gustaría aclararte que aquí en España el movimiento NS no mato judíos ni monto cámaras de gas, simplemente es una idea como lo es el comunismo y otras teorías (tampoco quiero entrar en las dictaduras creadas bajo estas ideas tanto buenas como malas ni por supuestos darte un mitin.) el hombre a creado para sin duda un buen fin.

Pero creo que me estoy alejando de lo que realmente te quiero decir es que por mi parte no tengo nada personal contra ti y si me dejas en paz evolucionar como persona, por que no te creas yo también evoluciono en mis ideas adaptándolas a los tiempos que corren pues considero que es una de las obligaciones del ser humano, y aunque me obligues a no poder expresar mis ideas mediante la ley y la represión (no es lo mismo decir que eres un facha a decir que perteneces al movimiento ocupa o antiglobalización y últimos, hoy en día utilizan medios de combate bastante mas agresivos de lo que se podía suponer en ellos ) lo que si te prometo es que si me atacas tanto verbalmente como de cualquier otra forma me pienso defender con uñas y dientes.

A la espera del que seas capaz de sentarte frente a mí para poder debatir como llegar a un acuerdo y sin más que decirte se despide este que escribe.

PS: como comprenderás no firmo no te de la vena de por venir a por mi.

Sábado, Janeiro 05, 2008

A frase sportinguista do século

É da autoria de um antigo barbeiro do Dr. Dias Ferreira e foi por ele revelada num programa de televisão. É também uma interessante asserção lógica que interessará, talvez, o meu amigo Funes. Ao dito barbeiro, com fama de ser leão ferrenho, perguntaram um dia: "- Se não fosse do Sporting de que clube gostaria de ser?" - ao que o visado retorquiu: "- Se não fosse do Sporting gostaria de ser do Sporting."

Sexta-feira, Dezembro 28, 2007

Reflexões de fim de ano

Nestes dias frios e ensolarados com que 2007 se aproxima do seu fim ocorre-me pensar, com frequência, no que mudou em substância durante o ano em Portugal. O governo atravessou o período mais ou menos incólume nas sondagens, o que dá que pensar pois tenho para mim que se trata do pior governo que o país suportou desde o tempo do folclórico Vasco Gonçalves. Sim, credite-se-lhe o controle do défice das contas públicas, conseguido graças a uma política de cortes de despesa generalizados e indiscriminados, sem atentar nas consequências sociais e sem obedecer a uma filosofia global de retirada do Estado de determinados sectores (pelo contrário, em muitos sectores reduziu-se a orçamentação e aumentaram-se as competências de intervenção: como não há coragem de proclamar e assumir que se diminuirão as omeletes optou-se demagogicamente por diminuir nos ovos ordenando publicamente aos cozinheiros que aumentem o número da omeletes); na vertente inversa procurou aumentar-se a receita fiscal com todos os expedientes e esforços de cobrança do devido e do indevido - e depois os tribunais tributários que resolvam... No resto e porque há mais vida para além do défice, temos: interior do país mais e mais desertificado; uma economia doente; aumento do desemprego; população sobreendividada; uma reforma judiciária iníqua na área penal e que terá de ser corrigida a curto prazo sob pena do país se tornar um pequeno paraíso da delinquência impune; como contrapeso a este laxismo nos casos graves temos uma desmedidada severidade e sufocante intervencionismo em áreas de conformação administrativa e económica da vida dos cidadãos: a ASAE multa a torto e a direito, a fiscalização do trânsito rodoviário serve sobretudo para fazer receita e não para garantir a integridade física dos utentes das vias, proibe-se o consumo de tabaco em tudo quanto é sítio num frenesim despropositado, regula-se ao milímetro a confecção de alimentos em moldes que só favorecem as multinacionais da comida embalada em desprimor do pequeno comércio e do bom paladar, etc, etc. O primeiro-ministro, com a sua prosápia de yuppie e a sua retórica vazia e entusiástica de vendedor de automóveis, goza sobretudo da sorte de apenas ter uma oposição deplorável. L.F. Meneses demorou talvez uma semana a provar que ser um bom presidente de Câmara Municipal não é incompatível com uma absoluta falta de competência para ser líder do maior partido da oposição: a sua postura errática e zigzagueante, com propostas casuísticas que oscilam entre um radicalismo absurdo, o simplesmente bizarro e a cumplicidade de "bloco central" com as políticas do governo, fá-lo parecer um asno aos pinotes para que reparem nele. Paulo Portas é um liberal puro e duro num país em que os cidadãos usam dizer mal do funcionalismo público mas estão habituados a viver encostados às suas benesses - assim o seu discurso não pega; além disso esse pregador não é de confiança desde os tempos das suas mal explicadas trapalhadas na Universidade Moderna e das campanhas caluniosas do Independente. Jerónimo de Sousa é um orfão ideológico do comunismo soviético, reduzido a uma postura de sindicalista conservador e denunciante (justo) dos males da sociedade capitalista sem conseguir propor-lhe alternativas. Por fim, Francisco Louçã é um esquerdista "caviar", de passado Trotskista e pose de pregador calvinista fanático, que se atem a um combate de liberalização relativista dos costumes como remanescente revolucionário ao qual não junta qualquer perspectiva de modelo social porque não o tem ou, mais provavelmente, não tem coragem de o divulgar. E é isto. Se calhar há um ano era mais ou menos a mesma coisa, com a diferença de ainda haver alguém com consistência doutrinária e integridade pessoal à frente de um partido parlamentar: Ribeiro e Castro, varrido pela imprensa situacionista e os militantes Portistas que talvez não merecessem melhor espingarda. Que 2008 nos traga outros horizontes é aquilo que nebulosamente podemos desejar.

Sábado, Dezembro 22, 2007

Emendaram a mão

Agora a Juve Leo, com destaque e no seu próprio site, vem renovar pedido de desculpas ao presidente Soares Franco pelos impropérios que alguns dos seus membros lhe dirigiram, e ainda asseverar que as camisolas do João Moutinho e do Miguel Veloso, ignobilmente recusadas e atiradas de volta ao relvado após o jogo com o Dínamo de Kiev, afinal estavam devidamente guardadas (supõe-se que em local digno) na sede da própria claque... Muito bonito, o arrependimento só fica bem a essas jovens mentes azougadas e eu próprio, que andava "nas horas" com o pessoal das claques, já estou meio apaziguado. Concentrem-se em apoiar a equipa, contra ventos e marés e não olvidem que os adversários e os inimigos estão noutro lado e não equipam de verde e branco.

Sexta-feira, Dezembro 21, 2007

MADREDEUS - Faluas do Tejo

CANÇÕES DA MINHA VIDA (X) - Faluas do Tejo (MADREDEUS) / e pronto, com esta termina o rol das dez mais que prometi lincar há dois meses atrás...

Cães

Não sei de que se trata, mas há algo em mim que incita os cães a ficarem frenéticos. Seria um homem rico se tivesse um níquel por cada vez que um cão tentou alcançar a medula dos ossos dos meus tornozelos, enquanto o dono ficava impávido e apenas dizia : «Não percebo, ele nunca tinha feito nada disto. Você deve ter-lhe dito alguma coisa.» Aquilo desconcerta-me sempre. Que poderia dizer ao cão? « Olá, rapaz! Queres abrir alguma veia da minha perna?» As únicas vezes em que o cão não me ataca, tendo em vista atirar-me para uma cadeira de rodas, é quando sou convidado em casa de alguém, estando afundado num sofá com uma bebida cheia até ao bordo. Nesse caso o cão - é sempre um cão grande com um problema de saliva - decide que não deseja matar-me, mas sim ter sexo comigo. «Vá, tira as calças. Estou a ferver», parece estar a dizer. O dono diz: «Ele está a incomodá-lo?» Eu respondo: «Não, Pedro. Adoro quando um cão mete os dentes junto dos meus testículos e esfrega freneticamente um lado da minha cabeça com a pata traseira.» « Posso pô-lo lá fora se estiver a incomodá-lo », insiste o dono. Escute, apetece-me responder, não o ponha lá fora, acabe com ele. Não me incomodaria minimamente que todos os cães do mundo fossem metidos num grande saco e levados para a Gronelândia, onde eles pudessem correr à vontade e cheirar o ânus uns dos outros até a saciedade e nunca mais voltassem a incomodar-me. O único tipo de cão que excluiria desta captura seria o cão-de-água. A esses abatia-os. A meu ver, o único animal de estimação possível é a vaca. As vacas amam-nos. São inofensivas, têm bom aspecto, não precisam de um caixote para defecar, mantêm a erva controlada e são tão confiantes e estúpidas que não se pode senão abrir-lhes o coração. Escutarão os nossos problemas e nunca pedirão nada em troca. Serão nossas amigas para sempre. E quando estivermos fartos delas, podemos matá-las e comê-las. Perfeito...

Quarta-feira, Dezembro 19, 2007

O natal

O natal é " sempre a mesma merda " como diz rps. Esta é uma visão que partilho com ele. O natal deixou de ser uma época de alegria e de união para se tornar um símbolo do consumismo e da tristeza. Sim, não nos iludamos, o natal já não é uma época de felicidade ( só o é para as crianças que vêem a sua felicidade nos presentes e no pai natal ). A busca desesperada e ilógica de presentes deve-se à tentativa de "tapar" o buraco da infelicidade e viver esta época com uma alegria forçada, falsa. As companhias publicitárias são as principais responsáveis pela infelicidade natalícia já que estas elaboram publicidades de forma que as pessoas pensem que a verdadeira felicidade é encontrada quando temos em posse os seus produtos. Nesta época sentimos um enorme vazio porque o natal tornou-se "meaningless" como diriam os nossos "amigos de peniche" ingleses. O natal foi privado de qualquer alegria pura e tornou-se uma época de farsas e de mentiras.

Terça-feira, Dezembro 18, 2007

Bora lá todos...

... a ver o Grande Circo Mundial: tem a participação da palhaça Picolé das manhãs da RTP! QUE FIXE, MEU !!

Segunda-feira, Dezembro 17, 2007

CSI

Às vezes a boa harmonia familiar obriga-me a ver. Refiro-me aos CSI, /Las Vegas /Nova Iorque /Phoenix, ou seja lá mais onde for. E às numerosas séries mais ou menos parecidas que, aos poucos, colonizaram vários dos canais da TV Cabo e alguns canais abertos. Inicialmente achei-as algo interessantes mas rapidamente me começaram a irritar pela sua irrealidade: os crimes são sempre bizarros e normalmente cruéis; os meios onde ocorrem, relacionados com uma franja muito rica e aparentemente ociosa da sociedade norte-americana; os investigadores são magros, musculosos e esbeltos, com pequenas excepções; as investigadoras elegantes e sempre impecavelmente maquilhadas; as instalações da Polícia e dos departamentos de investigação limpas, assépticas, sem qualquer desarrumação, sem papéis empilhados, sem desordem, sem vida - parecem cenários de jogos de computador. Os mais complicados crimes resolvem-se facilmente, com uns pozinhos de perlimpimpim de medicina legal e/ou técnicas laboratoriais de polícia científica. Quando surpreendidos ou desmascarados, os suspeitos mal resistem, não se debatem nem estrebucham, não agridem nem insultam os investigadores. É tudo fácil e rápido: e é tudo diferente da vida real. Compenso-me matando saudades da Balada de Hill Street, que gostosamente revejo na RTP-Memória. Aí tudo é vivido e realista: a confusão, os casos falhados a emparelhar com os bem sucedidos, as pessoas suadas e sujas do esforço, os insultos, a resistência, tipos gordos e tipos magros, mulheres bonitas e mulheres feias, crimes banais, de todos os dias, corriqueiros, sórdidos ou acidentais. O mundo mudou um bocado desde os anos 80 do século passado, mas o cinema e as séries de acção/policiais mudaram ainda mais. E afastaram-se da realidade talvez para oferecer ao imaginário do público consumista pós-moderno retratos de um mundo virtual que, aparentemente, lhe satisfaz os gostos. Uma estética de vídeo-clip, argumentos inverosímeis, diálogos rápidos e curtos, quase sem pausas, personagens ocas e artificiais. E a panaceia do último grito da técnica para a descoberta científica da verdade. Decididamente não consigo gostar: no plano do imaginário dêem-me os mundos paralelos de Star Wars ou do Senhor dos Anéis; mas no plano da investigação policial dêem-ma tal qual ela é na realidade das polícias de todo o mundo, cá como nos Estados Unidos.

Sexta-feira, Dezembro 14, 2007

Um Natal (reeditado) - Arlindo do Rego

Nota do Transcritor: este texto foi escrito por Arlindo do Rego em finais de Dezembro de 1999; mas conserva a sua actualidade, excepto no que respeita à localização geográfica do autor, que se aproximou umas centenas de quilómetros dos pais e dos amigos).
«Todos os anos a mesma merda. Este ano, não. Graças a uma mútua perrice teimosa, nem fomos ao Norte, nem eles vieram ao Sul. Confesso que gostei. Ao menos não me escarafuncham o bestunto com opiniões bacocas, que não pedi. Para "mandar flores" sugiro o correio dos leitores do jornal "Tal e qual", ou da revista "Proteste". Eu já não tenho apartado - nem paciência. Uma noite de consoada com a família nuclear, sem a azáfama de comidas, doces e decorações, esfalfantes, azougadas, ao cronómetro - para afinal findarem num putativo clímax, nulo... Um desassossego tão absurdo quanto inútil. Não se fez árvore de Natal, que não tem tradição e é feérica como romaria parola - só dois pequenos presépios e um S. Nicolau lapão, para ornar o mundo onírico do rapaz. Presentes: como só a criança os aprecia - teve-os. Jogos, livros, bonecos. Em quantidade. Para esfutricar. Ente adultos suprimiu-se essa prostituição rasca de sentimentos, que alguns - apoucados - macaqueiam, com abomináveis pares de peúgas, jogos de lenços e cachecóis de malha tricotados ao serão. Depois atirei-me para Lisboa, dia 29 - ainda soltando miasmas de um encatarroamento, que me não tem largado. Ferrei-me no Excelsior, da Rua Rodrigues Sampaio: muito conveniente em preço, local e comodidade. Ali ao Marquês, ao Metro, aos táxis: um pincho; à Baixa, dois pinchos. Aliviadamente, por três dias calcorreei a cidade exausta pela furiosa turbamulta do consumo. Paz sorna e rescaldo de festa, por todo o lado. Alguns transeuntes arejavam, molemente, as roupas novas "franchisadas" pelo Menino Jesus do subsídio de Natal. A Baixa, dos Restauradores ao Terreiro do Paço, outrora honesta e limpa, é hoje uma vasta Babel, confusa, suja e replecta de malfeitores e afins. O Chiado, uma desilusão embrulhada nos ouropeis solertes da comunicação social. Os centros comerciais, letárgicos, muito safados de "stocks", prometiam já saldos. Farejei promoções. Desportivamente. Desinteressado. E não apetecendo nada, passeei o meu tédio.»

Segunda-feira, Dezembro 10, 2007

Uma sugestão (para Fátima Campos Ferreira)

Pois, a senhora que gosta de organizar o seu talk-show das segundas-feiras à noite na RTP-I numa base de discussão alargada dos temas da actualidade mais em foco, dividindo os participantes e assistentes em duas facções antagónicas, porque não monta um programa para discutir a violência nas noites do Porto, pondo de um lado os bandidos do gang da Ribeira e do outro os bandidos do gang de Miragaia? Se não chegassem a um consenso promovido por si, com as propostas inteligentes e enfáticas que a caracterizam, sempre podiam arrumar a questão à galheta ou mesmo a tiro... Seria um espectáculo muito telegénico, cheio de adrenalina e com elevadas audiências. Confesse lá que uma ideia destas nem a Ophrah Winfrey a teve... Aqui fica a sugestão e não lhe levo nada por isso.

Sábado, Dezembro 08, 2007

Hugo Chavez e Pierre Menard

Segundo ouvi no programa da SIC-Notícias "Sociedade das Nações", o presidente da Venezuela, Hugo Chavez, considera o actual sistema horário internacional, incluindo os fusos horários, uma invenção imperialista manipulada pelos Estados Unidos e propõe-se mudar a hora legal da Venezuela alterando-a em trinta minutos (não me lembro bem se adiantando-a ou atrasando-a), o que teria a virtude de a colocar em dessintonia com o sistema horário vigente nos demais países. Esta espantosa ideia, só possível numa mente brilhante, recordou-me um conto de Jorge Luis Borges, "Pierre Menard, autor do Quixote", cujo argumento gira à volta de um autor imaginário, que se teria dedicado a escrever ensaios pedantes sob temas enfadonhos para culminar no propósito de reescrever o "D. Quixote", de Miguel Cervantes, sem ter lido a obra e, portanto, sem a copiar, adaptar ou parodiar, tentando simplesmente fazer coincidir o seu próprio texto com o do autor espanhol do século XVII. Mas este desígnio grandioso, inexequível e inútil nem é, para mim, o mais curioso dos artifícios atribuidos a Menard; decididamente o meu preferido é... mas dou a palavra a JL Borges: "um artigo técnico sobre a possibilidade de enriquecer o xadrez eliminando um dos peões de torre. Menard propõe, recomenda, polemiza e acaba por afastar essa inovação". O imaginário Menard saiu da prodigiosa imaginação de Borges e é uma personagem de ficção. Mas a realidade consegue sempre ultrapassar a ficção e, neste final de 2007, Hugo Chavez e a sua engenhosa ideia de atrasar/aumentar 30 minutos a hora legal da Venezuela, como uma revolucionária iniciativa de afirmação Bolivarista, encarregou-se de o ilustrar.

ABBA - 1980 The Winner Takes It All

CANÇÕES DA MINHA VIDA (IX) - The winner takes it all (ABBA)

Um poema ao sábado - Nevoeiro (Fernando Pessoa)

  • «Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
  • Define com perfil e ser
  • Este fulgor baço da terra
  • Que é Portugal a entristecer
  • Brilho sem luz e sem arder,
  • Como o que o fogo-fátuo encerra.
  • Ninguém sabe que coisa quer,
  • Ninguém conhece que alma tem,
  • Nem o que é mal, nem o que é bem.
  • (Que ânsia distante perto chora?)
  • Tudo é incerto e derradeiro,
  • Tudo é disperso, nada é inteiro.
  • Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
  • É a hora!»
(Fernando Pessoa)

Domingo, Dezembro 02, 2007

Oportunismo e constância (Baltazar Gracián)

“ É necessário estar sempre do lado da razão, com tanta convicção que nem a paixão do vulgo, nem a força da violência obriguem jamais a transpor a fronteira da razão. Mas quem será esta fénix da equidade ? A integridade tem poucos seguidores constantes. Muitos a elogiam, mas não em sua casa. Outros seguem-na até ao perigo: ali, os falsos negam-na e os políticos encobrem-na. Ela não tem inconveniente em opor-se à amizade, ao poder, e mesmo à própria conveniência: este é o momento crítico para a ignorar. Os astutos estabelecem distinções com aplaudidas subtilezas para não a maltratar, quer por motivos superiores, quer por razões de Estado. No entanto, o homem constante considera a dissimulação uma traição e dá mais valor à tenacidade que à sagacidade; está do lado da verdade e, se se afasta dos outros não é por inconstância, mas porque eles abandonaram a verdade primeiro.”

(Baltasar Gracián)

Quinta-feira, Novembro 29, 2007

Ataques soezes

Carlos Queirós ofendeu o Sporting e todos os sportinguistas, na pessoa do seu presidente, com uma série de comentários que tiveram tanto de deselegantes como de despropositados. O dito treinador esteve dois anos no Sporting onde o então presidente Sousa Cintra lhe pôs à disposição o melhor plantel que o clube teve desde que gosto de futebol, ou seja desde 1968/69 (entre outros com Valckx, Balakov, Paulo Sousa, Figo, Peixe, Juskowiac e Venâncio). Porém, com esse excelente naipe de jogadores, Queirós só conseguiu ganhar uma Taça de Portugal. Campeonato nem vê-lo; nas competições europeias ficou na memória a desastrosa eliminação com o Rapid de Viena que, no Prater, virou para 4-0 uma eliminatória que começara com uma vitória 2-0 do Sporting em Alvalade. Quem é ele para vir agora vilipendiar um clube que lhe deu muito mais do que obteve em retorno? Trata-se de uma prima-dona vaidosa, com a mania paranóica que todos o estão a atacar e que se melindra por tudo e por nada. O seu homem de mão na imprensa é o barroco Rui Santos, que para transmitir uma ideia que um jornalista normal demoraria 1 minuto a expor, precisa pelo menos de cinco minutos, tantas as divações e as espirais do seu confuso discurso. Rui Santos, percebeu e recebeu o sinal do patrão e desatou a atacar Paulo Bento na SIC Noticias, sem tino nem nexo. Que metam duas ideias nos seus tortuosos bestuntos: o Sporting deixou de despedir treinadores ao primeiro insucesso; Queirós jamais voltará a ser treinador do Sporting, até porque estamos bem servidos nos juniores com José Lima e nos seniores já se viu e reviu que o homem não presta.

Domingo, Novembro 25, 2007

nat king cole (Mona Lisa)

CANÇÕES DA MINHA VIDA (VIII)-MONA LISA (NAT KING COLE)

Quarta-feira, Novembro 21, 2007

Rei Juan Carlos de Espanha manda calar Hugo Chaves

A intervenção que se tornou música... a música que se tornou num dos toques mais populares de Espanha... video

Terça-feira, Novembro 20, 2007

Primeira Ode Fúnica

  • «Há quatro dezenas de anos mais sete
  • Teve génese um Portento
  • Que acordou para a luz no quente clima tropical
  • De uma Moçambique ainda sonolenta, exótica e colonial
  • Mas rapidamente transportado para a metrópole
  • Foi exilar-se na anódina Barrô.
  • Cresceu e brincou aos ritmos de uma infância auspiciosa
  • Deslocou-se para Gaia onde,
  • Em trabalhos e lutas ingentes
  • Galgou os graus académicos e ascendeu ao Saber.
  • Que nos intervalos graciosamente partilhava
  • Com os muitos e sobretudo com as muitas,
  • Que o assimilavam mais a custo.
  • Fadado para a cátedra ficou-se pelas bibliotecas
  • Até substituir uma pela outra,
  • Acumulando-a com a toga amarrotada.
  • Maltratou inconcebíveis carroças
  • Que lhe venderam como se fossem automóveis.
  • O seu coração vagabundo pululou por aqui e por ali,
  • Como as abelhinhas que colhem o mel nas flores.
  • Buscou o reencontro com o sabor lento e ardente dos trópicos
  • Mas desta vez no hemisfério norte,
  • Quis contudo o destino que finalmente se aplacasse,
  • Na tripeira freguesia de Paranhos.
  • Onde gerou dois Portentozinhos,
  • Que só por si talvez o justifiquem.
  • Encantou amigos e desconhecidos
  • Estes em dimensão blogosférica
  • Com a sua verve, o seu subjectivismo e o seu humanismo.
  • E hoje, um pouco além da meia vida,
  • Que ínclitas obras ainda te esperam,
  • Ó Radiante Funes ?»

Sábado, Novembro 17, 2007

Maddie Mc Cann e os Cambridge five

O título parece o nome de uma banda pop dos anos 60, mas resulta apenas de uma extravagante associação de dois acontecimentos com décadas de distância. Nos últimos meses a imprensa inundou toda a gente com uma profusão de notícias, polémicas, especulações e análises sobre a menina inglesa desaparecida de um aldeamento turístico do Algarve. Rapto ou homicídio (acidental) perpetrado pelos pais? Não lançarei aqui mais achas para esta fogueira que ainda arde. Mas uma coisa me espantou acima de tudo: a facilidade com que os pais da menina, casal de classe média/alta, conseguiu apoios ao mais alto nível da sociedade britânica, que lhes possibilitaram serem recebidos pelo Papa, arrecadar alguns milhões de euros de donativos e gozarem da assessoria, nos contactos com a imprensa, de verdadeiros especialistas, um dos quais muito próximo das altas esferas do governo trabalhista britânico. Todos os anos desaparecem muitas crianças em circunstâncias pouco diferentes das que rodearam este caso, inclusivé no Reino Unido, e os pais não beneficiam, ao que se sabe, de tantos apoios e patrocínios... Meditando sobre o tema lembrei-me de uma perplexidade idêntica que me assaltara quando, primeiro em leituras, depois ao ver uma excelente série de Televisão, me fui inteirando da história dos cinco homens da alta sociedade britânica que durante décadas actuaram como espiões da união Soviética e ficaram conhecidos como os "Cambridge Five". Recrutados nos anos 30, quando eram todos estudantes no elitista Trinity College, em Cambridge, Kim Philby, Guy Burgess, Donald Mc Lean, Anthony Blunt e Jonh Cairncross, acabaram os respectivos cursos universitários, fizeram a sua previsível ascensão social e profissional e, na imprensa, na diplomacia ou nos serviços secretos britânicos, forneceram informações vitais sobre segredos militares, políticos e diplomáticos do Reino Unido e da Nato à União Soviética durante o período da guerra fria. Em meados dos anos 50, um antigo agente da CIA denunciou Mc Lean e Burgess, os quais fugiram de imediato para a União Soviética, onde levaram uma triste vida pois eram dois aristocratas enfastiados que haviam traído o seu país por snobismo cultural e sem verdadeiras convicções políticas. Ainda por cima o homossexualismo desbragado de Burgess foi muito mal acolhido na Uniãos Soviética. Philby, o mais competente do grupo e o único marxista realemente convicto, desertou para a URSS no pincípio dos anos 60, e lá foi integrado no KGB, terminando a vida como General desses serviços secretos e condecorado herói soviético. De Cairncross não reza a história, pelo menos a que conheço: terá sido o mais irrelevante de todos. Anthony Blunt (outro homossexual, conquanto mais discreto que Burgess) é o que tem o percurso mais espantoso e levou à minha associação de ideias com o caso Maddie. Paralelamente às suas actividades como espião da URSS, tornou-se um reputado historiador artístico, recebeu o título de "Sir", passou a ser encarregado das colecções de arte da Rainha e frequentou os círculos mais selectos da alta sociedade britânica. Quando Philby desertou, foi denunciado por agentes do MI 5 (os serviços secretos britânicos) como cúmplice dele. Os directores do MI 5 não acreditaram, ou fingiram não acreditar. O escritor Graham Greene, que o conhecia bem, retratou o seu caso no livro "O terceiro homem", depois levado ao cinema. Mas Blunt não foi incomodado, mesmo depois de ter confessado expressamente ao MI 5 algumas das suas actividades de espião, já em meados dos anos 60! Só em 1978, foi publicamente arrasado e denunciado por Margaret Thatcher, num discurso feito na Câmara dos Comuns, que acabou com a carreira do último membro activo dos Cambridge Five. A que se deve esta espantosa impunidade? Talvez ao mesmo factor que grangeou tantos apoios aos Mc Cann: para a élite social britânica, que frequenta as corridas de Ascot, joga golfe, toma sempre chá às 17h, se "diverte" na caça à raposa e come morangos com chantilly em Wimbledon, era (é) intolerável que um dos "seus" seja um espião soviético, que um dos "seus" possa matar a própria filha menor, mesmo sem querer, e depois se queixe de que a menina foi raptada... E é tão intolerável que só decretando a inexistência dos factos, ainda que à custa da impunidade de quem gravemente prevaricou contra a lei e a ética, se pode salvaguardar hipocritamente a imagem pública dessa sociedade pedante, arrogante e socialmente insensível que constitui uma detestável reminiscência do falido Império britânico e continua a agir, no próprio Reino Unido como no Algarve, ou em qualquer outra parte do mundo, como se tratasse de uma casta superior. Margaret Thatcher, filha da pequena burguesia mas também britânica, denunciou a farsa que mantinha incólume Anthony Blunt. Se Maddie Mc Cann não foi realmente raptada quem será que conseguirá responsabilizar os autores do seu homicídio? Uma coisa eu sei: se não for um britânico estes nunca o engolirão...

BLUNT

Blunt as royal art advisor, 1959
Blunt as royal art advisor, 1959

Terça-feira, Novembro 13, 2007

A vertigem consumista

“ Houve tempos em que os povos do Ocidente, talvez por mais chegados à intimidade da terra e ao saber que dela se colhe, consideraram outras utopias tão aliciantes como estas simples visões do espírito. Hoje, porém, o artificialismo em que se vive afastou a inteligência para tão longe da realidade que se acredita sem custo no absurdo de um progresso infinito num mundo finito; se aceita, ou se esquece, a contradição que representa aspirar e lutar pelos altos níveis de consumo das chamadas sociedades desenvolvidas, quando elas assentam num crescente aumento da ignorância e da fome para dois terços da humanidade.

Que importa que se saiba, cientificamente, que a extensão destes níveis de consumo a toda a humanidade esgotaria, em menos de vinte anos, as matérias-primas existentes na Terra, para só falar destas? Não importa que se saiba porque o materialismo insensibilizou a consciência dos homens do nosso tempo a tal ponto que cada um pensa apenas em si e que depois de si pode vir o dilúvio.”

(Fernando Pacheco de Amorim)

O progresso não pode consistir num acumular maníaco de riqueza, susceptível de esgotar os recursos naturais do planeta e tornar a vida impossível para os nossos descendentes. A cultura do desperdício e do supérfluo, característica do “american way of life”, deve ser substituída por uma orientação que condicione a actividade económica no sentido de favorecer as actividades que gerarem emprego em lugar de substituir pessoas por máquinas, lançando-as no desemprego e na marginalidade, que negue a possibilidade de se estragarem bens quando dois terços da humanidade vive em situação de carência, que vede o multiplicar das actividades especulativas e impeça as economias de casino, e que substitua pela filosofia da contenção e de uma nova espiritualidade o absurdo frenesim consumista e delapidador que vigora actualmente sob pena de, em não mais de duas gerações, graves convulsões sociais e crises ecológicas fazerem entrar em colapso os níveis de vida actualmente conseguidos no Ocidente.

Sábado, Novembro 10, 2007

Os dez melhores jogadores estrangeiros do Sporting

Anda pelos jornais desportivos um debate acerca dos dez melhores jogadores estrangeiros que passaram pela equipa de futebol do Sporting. Considerando aqueles que por lá passaram apenas depois da idade em que comecei a interessar-me por futebol (ou seja, na época de 1968/69) o que, por exemplo, exclui o brasileiro Osvaldo Silva e o peruano Juan Seminario, mais antigos e que têm sido mencionados nas tais listagens dos jornais, aqui vai o meu contributo, por ordem decrescente. Esclareço que além do valor individual dos jogadores nas épocas em que estiveram no Sporting (e não antes ou depois), levei em conta os títulos aí conquistados e a influência que tiveram na equipa.
  1. Hector Yazalde. Internacional argentino e ponta de lança. Ainda detentor do record de golos marcados num campeonato português. Campeão e vencedor da Taça de Portugal em 1973/74. Jogador algo deselegante, conquanto tivesse técnica. Remate seco, fácil e poderoso com ambos os pés. Anmal de área com faro de golo. De cabeça assim-assim.
  2. Kasimir Balakov. Internacional búlgaro e médio esquerdo. Acho que só ganhou uma Taça de Portugal ao serviço do Sporting mas tinha classe pura, a driblar, centrar, passar e marcar livres directos. Sempre muito influente na equipa.
  3. Salif Keita. Internacional maliano. Avançado interior esquerdo. Veio para cá já com trinta anos e só ganhou duas taças de Portugal. Rápido, excelente a driblar e a assistir, também fazia golos com frequência. Agigantava-se nos jogos importantes.
  4. Liedson. Ainda joga. Ponta de lança puro, com faro de golo, excelente impulsão e capacidade de cabeceador, imaginativo e tecnicista, apenas lhe falta algum poder de choque. À classe alia características de jogador operário, que o transformam num avançado-defesa que marca e chateia os adversários. No Natal costuma atrasar-se no regresso a Portugal.
  5. André Cruz. Central e internacional brasileiro. Em três épocas no Sporting foi duas vezes campeão e ganhou uma taça de Portugal e duas supertaças. Num clube "calixto" e que se costuma ficar pelos "quase" tinha aura de vencedor. Grande colocação e poder de desarme e o melhor batedor de livres directos que vi no meu clube.
  6. Alberto Acosta. Internacional argentino e ponta de lança. Veio para Portugal na fase descendente da carreira mas ainda fez duas boas épocas, sendo decisivo no título de 1999/2000, em que se "matou um borrego" com 17 anos. Tecnicista e truculento, marcava golos bonitos, sobretudo com o pé direito e não se intimidava com a dureza adversária pois, apesar de não ser um jogador forte, era agressivo. O meu amigo RPS disse um dia que ele olhava de forma intimidadora para os adversários. E é verdade (como jogador amador o RPS fazia o mesmo).
  7. Ferenc Meszaros. Internacional húngaro e guarda-redes. Campeão e vencedor da Taça em 1981/82. Depois de Damas, o melhor "Keeper" que vi jogar pelo Sporting. Tão bom debaixo dos postes como nas saídas, tinha lançamentos à mão que passavam do meio campo.
  8. Luisinho. Central brasileiro e internacional. O defesa estilista por excelência. Patrão incontestado da defesa enquanto por cá andou, teve a desdita de jogar nos "anos de chumbo" em que o Sporting prometia muito até ao Natal mas depois não ganhava títulos.
  9. Fábio Rochemback. Médio brasileiro. Enquanto esteve no Sporting foi o patrão do meio campo. Decisivo na grande campanha internacional que levou o clube à final da Taça UEFA em 2004/2005, com Peseiro ao leme. Duro e pesado a defender, a bola nos seus pés parece que tinha olhinhos. Bom batedor de livres.
  10. Mário Jardel. Ponta de lança brasileiro. Num só ano, com Boloni, ganhou campeonato, taça e supertaça. E meteu mais golos do que no mais produtivo dos anos que passou no FCP. Depois deu cabo da carreira e da vida, com a obsessão de ir jogar para uma Liga mais mediática, e também com as drogas, o álcool e o carteado. Era muito limitado, pois quase só servia para rematar à baliza. Mas nisso era muito bom, com os pés e de cabeça. Posicionava-se na área de modo arguto e não falhava frente ao guarda-redes.

Domingo, Novembro 04, 2007

DALIDA - LES ENFANTS DU PIRÉE

CANÇÕES DA MINHA VIDA (VII) - Dalida (Les enfants do Pyrée/vrsão francesa de Ta Pedia tou Pirea)